Abril é um mês de cores luminosas e fluorescentes.
Na natureza, nasce o verde das árvores, arbustos e
flores:
Floresce o verde-garrafa, o verde-esmeralda, o
verde-água…
Que dominam a paisagem, expulsando qualquer feroz
mágoa.
A mãe-natureza tem esse maravilhoso condão:
Oferecer, em cada dia, um postal com tanta paixão
Que em todos aguça curiosidade e voraz admiração.
Abril é, igualmente, um mês de vermelhos sanguíneos
Que brotam de camélias, rosas, papoilas ou cravos
E nos convocam para momentos de eterna gratidão
Para com aqueles que lutaram e fizeram uma revolução
Que exigiu, na profunda escuridão, muita gente em
ação
Para exterminar os ratos, que se organizavam em
batalhão,
A fim de torturarem, prenderem ou eliminarem
inocentes
Que lutavam pela nossa liberdade como leões
irreverentes.
Abril é, também, um mês de laços azuis ao peito
Para alertar a sociedade para os maus-tratos
E todos desencadearem ações e movimentos concertados
Em prol de crianças e adolescentes desprotegidos.
À Bonnie Finney ficam os nossos agradecimentos
Por ser a pioneira a dar a sua amiga e generosa mão
Àqueles que precisavam de urgente proteção.
No seu carro depressa um laço azul colocou,
Por isso muita gente, avidamente, a questionou.
Desta forma, pôs a nu o que aos seus netos aconteceu
Para proteger outros meninos que não eram já seus.
Então, abril é um arco-íris plural e multicolor
Que oferece FLORES MIL, LIBERDADE e AMOR.
Professora Emília Barbeira, Escola da Sé
